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Assim como todo o setor cultural, as escolas de dança estão na luta para sobreviver a este período difícil, agora as aulas que haviam migrado das salas para aplicativos como Zoom e Instagram estão voltando a ser presenciais


Em poucos meses vimos o mundo passar por uma grande adaptação devido a Pandemia. Muitas atividades que antes eram exercidas presencialmente contaram com a internet para se manterem ativas. Dentre estas atividades estão as aulas de dança.


Tanto funcionários de escolas já renomadas no meio, quanto os funcionários de escolas que ainda estão iniciando a trajetória, tiveram que aprender a lidar com as aulas online. As academias sofreram baixas nos alunos devido em partes pela falta de adesão ao novo formato de aulas, mas também por causa da dificuldade financeira enfrentada pela população.


Conversamos com a Clayds Zwing (59), proprietária e professora do Studio de Danças Clayds Zwing, escola fundada há 43 anos, localizada em Osasco, cidade metropolitana de São Paulo. Segundo Clayds as aulas de dança online funcionaram neste momento de Pandemia, mas há fatores essenciais para o ensino da dança que só existem nas aulas presenciais. “As aulas online suprem as necessidades para o momento que estamos vivendo, porém o ensino da dança requer toque, olho no olho, como também um espaço adequado principalmente em relação ao piso, para não haver lesões.”, diz a profissional.


Agora em várias regiões do Brasil as escolas de dança estão voltando às atividades presenciais. Poderemos por fim seguir nossos estudos de dança de forma adequada. Mas este retorno será mais um desafio já que há tantas regras e normas de segurança a serem seguidas para a proteção de todos.


Os cuidados com a saúde já começam na chegada dos alunos. Há a medição da temperatura e a higienização dos calçados na entrada, é obrigatório o uso de máscara durante as aulas, os bebedouros necessitam permanecerem lacrados, álcool em gel precisa ser disponibilizado e álcool 70 líquido deve ser utilizado para assepsia do ambiente, essas são apenas algumas das normas, sem esquecer também que é essencial o distanciamento de 1,5 metro entre os alunos.


Na NR lutas e danças, academia também localizada em Osasco, que vai completar apenas dois anos de funcionamento em setembro, apenas 30% dos alunos aderiram as aulas online e segundo Thalita Silva (31), proprietária e professora da escola, há um receio quanto a este retorno das aulas presenciais, mas é necessário porque já estava insustentável manter a academia já que perderam tantos alunos. “...a gente tem medo porque o vírus ainda está aí, mas a gente precisa voltar porque não aguentaremos ficar mais um tempo parados, não dá pra sustentar a academia.”, relata Thalita.


Nesta escola a solução foi retomar as aulas presenciais e manter as aulas online, já que boa parte dos alunos são crianças e há uma preocupação a mais com os pequenos por ser mais difícil supervisioná-los para que obedeçam as novas regras, principalmente se tratando do distanciamento entre os alunos. Mantendo as duas opções de aula os pais podem escolher se levam ou não os filhos para a academia e fica mais fácil de atender a todos os públicos e tentar deste modo recuperar o tempo e o dinheiro perdido nestes meses de quarentena.


Alunas da turma de jazz iniciante da NR Lutas e Danças

(Vídeo disponibilizado por Thalita Silva)

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Atualizado: Jul 9

Com mentalidade empreendedora, bailarina paulista lança curso e usa sua experiência para mostrar que viver de dança é possível


Logomarca da Vivendo de Dança (Imagem cedida por Ana Carvalho)

Durante a formação, em diversas áreas, é comum haver um direcionamento profissional, mas na dança isso não ocorre com frequência. Os bailarinos/dançarinos entram no mercado de trabalho sem saber o que encontrarão, qual caminho devem seguir, como se comportar. A fim de apresentar a vida profissional na dança a essas pessoas e auxiliá-las a se enquadrar no mercado de trabalho, a bailarina Ana Carvalho (35) criou a Vivendo de Dança.


A empresa iniciou as atividades em fevereiro de 2020 e conta com três produtos oferecidos de forma online: Um curso dividido em três módulos, cada um com mais ou menos dez aulas, ministrado pela própria Ana em parceria com mais três profissionais renomados do mercado, uma Mentoria Particular, em que Ana Carvalho dá um aconselhamento focado em cada caso e a Mentoria Express, que conta com um trabalho parecido com a Mentoria Particular porém feito em grupo.


Ana é graduada em Gestão de Eventos, estudou ballet clássico, jazz e teve contato com outras modalidades, dentre elas, hip hop, ritmos latinos, danças de salão, samba, dança afro e ballet contemporâneo. Fez cursos livres de consciência corporal feminina e marketing digital e autêntico, agora juntou tudo o que aprendeu em seus estudos e nos 16 anos como profissional da dança na Vivendo de Dança.


Os assuntos abordados no curso e nas mentorias da empresa são: Preparação para o mercado de trabalho, comportamento, potencial do mercado de viagens, potencial do mercado de eventos e shows, vida e possibilidade de trabalho na TV e ideais e entendimento da vivência em grupo, este último assunto considerado por Ana de extrema importância.


Ana Carvalho, bailarina, coreógrafa e idealizadora da Vivendo de Dança (Foto cedida por Ana)

Para a empreendedora, há a necessidade dos bailarinos/dançarinos se enxergarem como parte de um todo já que durante toda a carreira o trabalho é feito em grupo. “O mundo da dança precisa de menos estrelas e mais constelações e eu quero conectar essas constelações... trabalhar com dança é viver em grupo”, relata ela.


A bailarina aponta que há uma visão em nossa sociedade do mercado da dança como um local com alternativas limitadas de trabalho, mas isso não é real. “Eu quero levar para as pessoas as possibilidades de viver de dança, que são inúmeras, não é esse lugar de não oportunidade como foi criado numa crença limitante durante muito tempo”, diz Ana.


Ao ser questionada sobre o futuro da empresa, Ana Carvalho relata que pretende um dia lançar a Vivendo de Dança Institucional para auxiliar pessoas que sonham em ter a dança como profissão, mas encontram-se em situação financeira precária. “Existe um vislumbre em levar esse conhecimento de forma gratuita dentro de ONGs que tiram pessoas das ruas e dão uma esperança de futuro para essas pessoas.”, conta a bailarina.


O curso e as mentorias da Vivendo de Dança não são destinados apenas a quem está ingressando no mercado, mas também a aqueles que já são profissionais e estão insatisfeitos com o nicho de atuação escolhido neste mercado.


O primeiro curso já foi concluído, mas em breve abrirá vagas para a nova turma. Para saber mais sobre a Vivendo de Dança ou se inscrever no curso e nas mentorias, clique no link abaixo.







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O confinamento de trabalhadores em navios de cruzeiros está gerando protestos, greve de fome e até suicídios


Estamos inevitavelmente sendo bombardeados por muitas notícias neste período de quarentena e em meio aos fatos apresentados está a paralisação das atividades dos navios de cruzeiro. Os barcos de diferentes companhias encontram-se atracados em portos pelo mundo abrigando milhares de tripulantes que não puderam voltar para seus países de origem, já que foram proibidos de embarcar em voos comerciais através de ações governamentais que visam impedir a propagação do Covid-19.


Uma boa notícia é que na última semana houve uma mega operação, gerada após um acordo entre governos, e os brasileiros que estavam confinados a bordo dos 27 navios da Norwegian Cruise Line conseguiram regressar ao Brasil.


Primeiramente, nesta mega operação, todos eles foram transferidos pelo mar e ficaram instalados em um único barco e após algumas semanas embarcaram em um voo fretado que os trouxe de volta.


Dentre estes brasileiros estava o bailarino Felipe Torquatto (34). Natural de São Paulo, Felipe seguia em seu primeiro contrato com a empresa Norwegian, quando em treze de março, enquanto o navio encontrava-se atracado no porto de Miami, foi surpreendido, assim como o restante da tripulação e os passageiros, com uma ordem de suspensão de atividades vinda do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

Segundo Felipe, o temor pelo que iria ocorrer dali em diante tomou conta de todos. “...uma sensação de pavor, espanto, de um minuto para o outro não sabíamos nada do que iria acontecer nos próximos dias, quais seriam os procedimentos mediante o problema.”, relata o brasileiro.


Duas semanas após a paralisação das atividades, os salários foram suspensos, a tripulação entrou em um sistema de distanciamento social. Cada um foi acomodado isoladamente em uma cabine, passaram a serem proibidas atividades em grupo e obrigatório a higienização das mãos e checagem da temperatura a cada refeição, tudo supervisionado pela segurança do navio e passível de advertência.


Todas estas regras de prevenção ao Covid-19 juntamente com a demora para conseguirem voltar para casa gerou um alto nível de desgaste emocional entre a tripulação. Felipe diz que ficou muito abalado psicologicamente. “As vezes eu tinha a sensação que iria enlouquecer.”, confessa ele. O brasileiro ainda cita os suicídios que estão ocorrendo nos barcos. “Há registros de tripulantes de diferentes companhias que se mataram por conta desse processo.”, relata o bailarino, que felizmente está em casa agora.


Questionado sobre seus planos pós pandemia, Felipe diz que ainda é cedo para falar sobre isso, mas pretende retomar o contrato com a Norwegian. “Não sabemos como isso irá progredir, mas quero retomar ao meu trabalho.”, conta o bailarino.


Após quatorze anos atuando como profissional da dança, Felipe Torquatto atuou em cias de dança (Cia Ivaldo Bertazzo e Grupo Raça), em produções televisivas da Globo (Amor & Sexo e Faustão), dançou na “Biblioteca do Corpo”, projeto do atual diretor do Ballet da Cidade de São Paulo, Ismael Ivo, na Itália e passou pelas companhias de cruzeiros Pullmantur, Royal Caribbean e Star Cruise, além da Norwegian Cruise Line.

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