Quarentena: Dançar ou não, eis a questão

Atualizado: Mai 24

Medo, ansiedade, stress, angústia, falta ou excesso de apetite e de sono, pesadelos, estão entre os sintomas e emoções que podemos sentir em momentos de crise como este



A pandemia de Covid-19 nos levou a quarentena e com ela surgiram muitos desafios. A população mundial está passando por um momento de alta instabilidade emocional e muitos enfrentam também uma instabilidade financeira. O setor de eventos está entre os primeiros que tiveram que parar devido as aglomerações e será provavelmente o último a voltar as atividades e os dependentes deste setor, incluindo bailarinos, perderam sua principal fonte de renda.


Nós do Blog Sete & Oito falamos com bailarinos profissionais brasileiros para saber como estão vivenciando a quarentena. Dentre as respostas obtidas notamos que a maioria está tentando manter uma proximidade com a dança. A principal forma encontrada por eles foram as aulas online. Boa parte está ministrando ou fazendo aulas em casa e alguns até conseguem gerar uma renda, mesmo que reduzida, com estas aulas.


Há ainda outras ideias para driblar esta fase. O bailarino Willian Monteiro (34), morador da Vila Cisper, zona leste da capital paulista, participou recentemente de um festival de dança online, o Festival Arte Salva Artista organizado pela Cia. Nuvem. Este festival durou dois dias e contou com apresentações de dança de aproximadamente cinquenta bailarinos. Cada um através de live dançou de sua casa por quinze minutos para uma plateia de mais de oitenta pessoas. Willian achou o evento online muito legal. “Ocorreu para promover os artistas, para todos movimentarem o corpo e a mente, foi bem bacana.”, relata ele.



Apresentação de Willian Monteiro no festival online Salva Artista (Vídeo cedido por William)



Mas há também aqueles bailarinos que não estão dançando durante a quarentena, alguns deles estão se exercitando, mas de outras formas, como por exemplo com treinos de musculação e pilates, há os que estão preferindo se dedicar a outras atividades e alguns simplesmente estão sem vontade de dançar.


É preciso entender que não estamos em um momento normal e isso pode afetar as pessoas de diferentes modos. De acordo com o psicólogo Andrei Branco (CRP 06/148612), membro do NIPED - núcleo de Intervenção Psicológica em Emergências e Desastres - da empresa Prestar Cuidados em Psicologia, não é necessário nos cobrirmos de atividades neste momento de crise. “Não precisamos nos encher de coisas pra fazer na tentativa de controle da situação ou negação da mesma.”, diz ele.


Em contrapartida, segundo Andrei, é importante mantermos uma rotina, mesmo estando em isolamento social. “É importante manter uma rotina de atividades, quaisquer que sejam, pois as rotinas organizam a vida mental.” ressalta ele. É normal neste momento notarmos uma falta de ânimo, mas Andrei Branco também diz que devemos nos cuidar para que ela não seja constante“...podem ter dias que dê vontade de não fazer nada, respeite essa vontade, mas sempre observando para que esse desânimo não prevaleça, evoluindo para uma doença psiquiátrica.”, aconselha o psicólogo.


Então, independente de estar dançando ou não na quarentena, é importante ter em mente que uma hora esta pandemia vai acabar. Cada um precisa achar uma solução para superar essa fase difícil e aqueles que não conseguirem encontrar esta solução sozinhos, podem pedir ajuda a um psicólogo. Saibam que eles estão apostos para nos ajudar e muitos estão oferecendo plantão psicológico gratuito neste momento. #vaipassar



Hora da dica:

Andrei Branco (CRP 06/148612), membro do NIPED - núcleo de Intervenção Psicológica em Emergências e Desastres - da empresa Prestar Cuidados em Psicologia (Vídeo cedido por Andrei)



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